sexta-feira, 18 de março de 2011

Coisas que precisam ser ditas a ninguém


O que se pode escrever em um dia de chuva, com sono, no trabalho com milhares de vozes ainda em fase de amadurecimento ao redor? Acho que toda essa chuva é devida a minha grande ousadia essa semana! Pois é, depois de 6 anos, 6 longos e sofridos anos, fui EU quem te eliminou, eu te exclui da minha vida... E até o momento não senti nada.

Bom, nada talvez seja mentira, pois existem momentos em que sei que deveria estar ao seu lado e que nenhum garoto no mundo vai me completar de tal maneira, ou fazer me sentir tão segura e confiante, mas já não me causa angustia, já não espero teu retorno até mesmo porque nunca o existirá. Nem sei se é verdade que estejas namorando, imagino que não, ou imagino que sim... na verdade nem quero imaginar.

Vou seguir com minha vidinha artificialmente importante, em uma universidade que me sufone, em um curso que não me atrae, em um trabalho que me deprime, em uma casa que me afoga, em um relacionamento que se arrasta. Mas não vou pensar no Se... se estivesse contigo seria magnífico, porque provavelmente já não estaria contigo, já que teu humor e teus sentimentos têm mais fases do que a lua. Minha situação atual é estranha, espero por coisas que jamais irão acontecer, e continuo nisso porque tenho medo de perder! Justo eu que sempre me considerei em contra a todo o tipo de conformismo.

Mas tenho medo de perder, assim como tive medo de te perder, um medo que já não existe. Tenho medo de ficar sozinha, de rirem de mim, de ser esquecida... Tenho medo da minha companhia porque sei que ela é quase insoportável.

Tenho medo de um dia descansar sabendo que ninguém nunca me amou de verdade! Somente naquele dia, naquele dia em que te vi passar...


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